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Por crise, IBGE prevê queda de 3,3% na safra de grãos em 2009
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgou nesta quinta-feira (6) que a produção de grãos no ano que vem deve ser 3,3% menor do que a deste ano.
O IBGE informou que, embora as condições climáticas devam permanecer dentro da normalidade, há incertezas geradas pela crise financeira internacional. O instituto cita como entraves a diminuição do crédito e o aumento no preço dos insumos, com destaque para os fertilizantes.
Segundo levantamento realizado em outubro pelo IBGE, a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas – caroço de algodão, amendoim, arroz, feijão, mamona, milho, soja, aveia, centeio, cevada, girassol, sorgo, trigo e triticale – para 2009 deve ser de 140,8 milhões de toneladas.
A estimativa é realizada para a produção das regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste e nos estados de Rondônia, Maranhão, Piauí e Bahia.
Itens
A previsão é de que safra de feijão cresça 17,5% e a de arroz, 1,9%. A produção do milho, no entanto, deve cair 6% e a de soja, 0,2%. Em números absolutos, a previsão da safra de feijão para 2009 é de 1,9 milhão de toneladas; a de arroz é 12,2 milhões de toneladas; a de milho é 37,55 milhões de toneladas; e a soja, 59,8 milhões de toneladas.
Segundo o IBGE, a produção de milho deve ser menor por conta da queda nas exportações.
Área colhida
A avaliação da área a ser colhida em 2009 é de 47,8 milhões de hectares, superior em 1,2% à de 2008, cuja previsão é de 47,2 milhões.
Safra 2008
A expectativa do instituto é de que a safra de 2008 apresente crescimento de 9,4% em relação a 2007. O percentual é maior do que o estimado no mês passado, de 9,1%.
O IBGE aponta que o aumento se deve a reavaliações nos dados da produção de milho e do trigo.
Cana-de-açúcar
A produção de cana-de-açúcar deve registrar aumento de 17,4% em relação a 2007.
A expectativa é de queda para 2009, em razão da restrição de crédito.
Fonte: G1 - O Portal de Notícias da Globo
Excesso de oferta derruba cotações agrícolas
As cotações dos grãos tiveram ontem a maior queda das duas últimas semanas nas Bolsas Internacionais em virtude do excesso de oferta no mercado americano. Os papéis da soja com entrega para janeiro fecharam em US$ 9,04 o bushel (27,2 quilos), recuo de 5,7%. Com esse recuo, os preço voltam ao mesmo patamar da semana passada e anulam os ganhos dessa semana.
Excesso de oferta
Conforme a agência Bloomberg News, os produtores do Meio-Oeste americano aproveitaram a alta dos grãos na última semana e venderam parte dos estoques. O milho acompanhou o movimento de baixa e fechou em 390,25 centavos o bushel (25,4 quilos), recuo de 5,5%.
Trigo
No caso do trigo, as perdas foram as maiores das últimas três semanas por causa da redução das exportações americanas. O balanço das exportações encerrados no ´último dia 30 mostraram uma queda de 40% nos embarques daquela semana, segundo informações da Bloomberg News. Os contratos com entrega para março fecharam em 558,00 centavos de dólar o bushel (27,2 quilos), número 5,9% menor que o pregão anterior. A produção mundial será 12% maior que o ano anterior, atingindo o recorde de 683 milhões de toneladas.
Suco
Na contramão dos grãos, as cotações do suco de laranja fecharam em alta pelo terceiro pregão consecutivo, ficando em 85,40 centavos de dólar a libra-peso (0,454 quilos). Nos últimos dias, a Flórida, segundo maior produtor mundial da commodity, estava enfrentado problemas com o clima mais frio. Especialistas explicam que tais problemas climáticos podem prejudicar a produção na região e reduzir a oferta global.
Fonte(s): Gazeta Mercantil
Entidades acertam intercâmbio de germoplasma de trigo
Pesquisadores da Embrapa Cerrados (Planaltina – DF) e do Ministério da Agricultura da Tunísia elaboraram, em reunião conjunta na sede da Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, um memorando de intenções para iniciar parcerias em diversas áreas de pesquisa agropecuária. A prioridade é iniciar a troca de materiais genéticos de trigo e cevada para ampliar a base genética destas espécies nos dois países. O acordo deve permitir à Embrapa Cerrados iniciar um programa de pesquisa com trigo durum, tipo de trigo mais duro e rico em proteína, ideal para a fabricação de macarrão e outras pastas alimentícias.
A Tunísia produz trigo durum de boa qualidade, tanto em condições de sequeiro como irrigado. O pesquisador Júlio Albrecht, da equipe de melhoramento genético de trigo da Embrapa Cerrados, destaca que o Cerrado da região central do Brasil é a área adequada para produzir trigo durum no país. Albrecht destacou ainda que há a necessidade mútua de incrementar as variedades de trigo com alta força de glúten voltadas para a panificação.
O intercâmbio de germoplasma de trigo deve incluir ainda variedades com resistência à seca. O país do norte da África, assim como o Cerrado, apresenta baixo índice pluviométrico. “Temos carência de recursos hídricos e aprimorar as variedades resistentes à seca é um interesse dos dois países”, destacou Seifeddine Cherif, embaixador da Tunísia no Brasil.
Os pesquisadores Khalifa M"Hedhbi, diretor do Centro Técnico de Cereais, em BouSalem, e Mouldi Elfelah, diretor de pesquisa e desenvolvimento do Instituto Nacional de Pesquisa Agronômica, na capital Tunis, apresentaram um panorama da pesquisa agropecuária no país árabe e salientaram o desenvolvimento tecnológico alcançado pelos dois países nas pesquisas com trigo de duplo-propósito, cultivares que servem tanto para a produção de grãos quanto para o pastejo dos animais.
Khalifa explicou que o cultivo mais comum na Tunísia aproveita a massa verde para a alimentação animal e, posteriormente, o rebrote do trigo é destinado para a colheita de grãos. O pesquisador, que visita o Brasil pela terceira vez, salientou que várias tecnologias agropecuárias são de uso comum aos dois países. “Em 2004, participei de um congresso internacional sobre plantio direto em Foz do Iguaçu. A Tunísia utiliza o plantio direto desde 1999. Creio que esta parceria é de ajuda mútua. Estamos descobrindo pontos de convergência e há entusiasmo dos pesquisadores”.
Segundo Elfelah, a Tunísia possui o único banco de germoplasma de trigo do continente africano. O pesquisador comentou ainda que a possibilidade de iniciar projetos de pesquisa em conjunto e um intercâmbio de estudantes de pós-graduação poderia fortalecer ainda mais as relações entre os dois países. “Pretendemos enviar material de trigo e cevada para o Brasil e, posteriormente, iniciar projetos conjuntos”.
A pesquisadora Marília Santos Silva, articuladora internacional da Embrapa Cerrados, destaca que a equipe participante da reunião técnica pretende iniciar, em breve, a redação de projetos de cooperação técnica conforme as normas da Embrapa e do Ministério das Relações Exteriores. Marília comentou que os pesquisadores dos dois países “possuem semelhanças culturais e o encontro foi proveitoso”. Sobre a troca de material genético de cevada, a pesquisadora lembrou que embora a Tunísia cultive mais cevada forrageira para alimentação humana, enquanto o Brasil prioriza a cevada cervejeira, a troca será benéfica para ampliar a base genética dos dois países.
A reunião técnica foi encerrada com uma visita ao laboratório de microbiologia do solo da Embrapa Cerrados. Os pesquisadores Fábio Bueno Júnior e Iêda Mendes apresentaram os avanços nas pesquisas sobre fixação biológica de nitrogênio e explicaram os benefícios econômicos que resultam da substituição dos fertilizantes nitrogenados pela inoculação com rizóbio.
As discussões entre os pesquisadores da Tunísia e do Brasil tiveram início na quinta-feira (30) na Embrapa Trigo (Passo Fundo –RS). Também participaram da troca de informações os pesquisadores Walter Quadros e Marcelo Ayres Carvalho, da Embrapa Cerrados, e o cônsul geral da Tunísia Heinz Huyer. As informações são da assessoria de imprensa da Embrapa Cerrados.
Fonte(s): Agrolink
Produção Integrada terá normas para seis novos produtos
Soja, leite, amendoim, arroz irrigado, café e batata são os novos produtos que serão contemplados com normas técnicas específicas de produção integrada, em 2009, pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Inicialmente, serão beneficiados os estados do Paraná, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Tocantins, Espírito Santo, Minas Gerais e região Nordeste. Até o momento, já foram publicadas pelo Mapa 18 normas técnicas específicas de produção integrada, todas para frutas.
O ministério é responsável pelo fomento, apoio financeiro e organização da logística dos projetos de produção integrada, em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A tecnologia utilizada na produção dos seis alimentos, que tem por base a proteção do meio ambiente e inclusão social, foi desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), Universidade Federal de Viçosa e associações de produtores.
Certificação oficial - Produtores que aderem, voluntariamente, ao Sapi têm a garantia da certificação oficial de seus produtos. Com o selo do governo federal, agricultores ampliam oportunidades de vendas tanto no mercado interno quanto externo. Estima-se que 2,5 mil produtores e empresas agropecuárias já aderiram ao sistema, o que corresponde a uma área produtiva de 63,9 mil hectares. A certificação oficial é fornecida por órgãos credenciados no Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro).
Fonte(s): Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Governo quer garantir liquidez ao campo
O governo federal garantiu ontem que não faltarão recursos para apoiar o produtor rural durante o período de comercialização da safra 2008/2009. Uma das hipóteses é recompor os estoques da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), considerados pequenos. O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, disse ontem que o Banco do Brasil criará uma linha especial de Cédula de Produto Rural (CPR), em um total de R$ 1 bilhão. O objetivo é dar liquidez ao campo e dar tranqüilidade aos produtores rurais no cultivo da safra agrícola atual, diante da falta de crédito na praça.
"Se houver necessidade de novos recursos, isso deverá ser definido mais a frente", disse o ministro, depois de uma prolongada reunião em Brasília com o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Os recursos não são novos. Eles fazem parte do total anunciado anteriormente de R$ 2,5 bilhões e autorizados pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para o Banco do Brasil conceder os empréstimos a partir da ampliação dos recursos da poupança rural.
Comercialização
Além deste R$ 1 bilhão, o ministro afirmou que o governo já dispõe de R$ 4 bilhões no orçamento para apoiar a comercialização da produção agrícola. Desse total, parcela de R$ 1,5 bilhão será destinada para a política de garantia de preços mínimos.
"Se for necessário, dependendo da situação da colheita e da comercialização no período, o governo vai manter a sustentação do preço e da comercialização. Se for necessário, vai aproveitar para recompor os estoques que estão pequenos", adiantou.
Ao reconhecer a falta de crédito para financiar a exportação agrícola, o ministro disse que vai se reunir na próxima terça-feira com tradings, representantes das principais culturas exportadas, como soja e algodão, e representantes de grandes bancos, para saber por que os recursos disponíveis não estão chegando na ponta. "Se necessário vamos adotar as medidas necessárias", ameaçou o ministro, sem dar mais detalhes.
Ajuda aos credores
epois de conversar com Mantega, o ministro da Agricultura afirmou que o governo não vai mais ajudar produtores rurais que não pagam empréstimos tomados para a realização de investimentos. Segundo ele, o governo poderá adotará novas medidas para apoiar os credores, mas não os devedores.
O problema envolve sobretudo produtores rurais do Centro-Oeste. O montante dessa divida não foi revelado por Stephanes. "Será estudada uma linha de crédito para os próprios credores, mas não haverá mais prorrogação de datas de pagamento para os produtores rurais inadimplentes", disse o ministro da Agricultura.
Fonte: Gazeta Mercantil
Produção de soja
Agricultores do norte de Mato Grosso aceleram o plantio da soja. A falta de chuva atrasou o andamento dos trabalhos no campo.
No período em que o verde deveria predominar as lavouras de Mato Grosso tem a cor do marrom da terra que está no ponto para o plantio da safra de soja.
"Agora que a terra está boa para plantar. Está com umidade certa para plantar", falou o agricultor.
Por causa da instabilidade no clima o trabalho atrasou este ano. Na fazenda do agricultor Werner Kothrade, em Lucas do Rio Verde, norte do Estado, ainda falta plantar 25% dos 1,7 mil hectares que pretende cultivar.
"Esse ano nós começamos no dia 03 de outubro. Mas daí vieram cerca de duas semanas de seca. Aí atrasou o plantio. Por isso, agora ainda estamos plantando. Nessa época, já estava tudo plantado", explicou Kothrade.
Com o clima favorável os agricultores aceleram o trabalho. A preocupação é que a intensidade de chuvas aumente nos próximos dias e atrapalhe o plantio nas áreas que começaram ser semeadas agora. E aí o atraso pode ser ainda maior.
Foi o que explicou o agrônomo Mauro Júnior, baseado nas previsões da estação metereológica de um centro de pesquisa.
"O problema do atraso nas chuvas é que, geralmente, compensa depois a quantidade de chuva. Então, acaba chovendo muito condensado, digamos assim. Então, acaba tendo um comprometimento muito grande nas tarefas da fazenda devido às grandes quantidades de chuva", disse Júnior.
Segundo a Secretaria de Agricultura de Lucas do Rio Verde, ainda falta semear 20% da área cultivada de soja no município, que deve chegar a 220 mil hectares. As lavouras estão em vários estágios. Estão brotando e até mesmo bem desenvolvidas como na propriedade do seu Reinaldo Melchior, onde máquina no campo só o quadriciclo usado para monitorar a plantação. Mesmo assim, ele ainda se preocupa com o clima.
"Atrasou para começar, mas não atrasa para parar. Então, vai chover no meio da colheita. A parte mais preocupante nossa é essa", disse seu Melchior.
Fonte: Globo Rural
Produção nacional de trigo deve crescer 50% em 2009
Principal ingrediente do "pãozinho", presente na mesa da maioria dos brasileiros, o trigo é um dos produtos em que o país é mais dependente de importações. Esse cenário, entretanto, pode começar a mudar a partir do próximo ano. De acordo com o segundo levantamento da safra de grãos 2008/2009 apresentado hoje pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção nacional deve crescer 49,6%, atingindo uma colheita de 5,72 milhões de toneladas.
Apesar da contração do crédito intensificada pela crise financeira mundial e a queda do preço de algumas commodities, a Conab explica que os triticultores encontraram, na época do plantio, preços de mercado atraentes e preço mínimo garantido pelo governo federal maior. Por essa conjuntura favorável, a área plantada foi aumentada em 31,4%, principalmente na Região Sul, a principal produtora.
Se os números da Conab forem confirmados ao final da colheita, o país deve passar de uma produção de 37% do que foi consumido internamente durante a safra passada para quase 54% no próximo ciclo. O consumo interno projetado é de 10,7 milhões de toneladas e o déficit, de cerca de 5 milhões de toneladas, deve ser importado principalmente da Argentina.
Como o país vizinho passa por problemas econômicos e neste ano já deixou de cumprir alguns compromissos em relação ao produto, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, tem demonstrado a intenção de tornar o país auto-suficiente na produção de trigo. Em abril, o governo lançou o Plano Nacional de Trigo, que definiu o aumento do valor dos financiamentos e do crédito específico para o setor, e, junto com o aumento do preço do produto no mercado mundial, estimulou o acrescimento da área plantada.
Fonte: Agência Brasil
Campo enfrenta de novo transtornos climáticos
Por duas safras seguidas, o produtor brasileiro ficou suscetível às mudanças trazidas por fenômenos climáticos. Em um ano foi o El Niño, que provocou excesso de chuvas, e no ciclo passado, o La Niña, com sua forte estiagem na Primavera de 2007 que resultou em perda de produtividade do cultivo de café, frutas e replantio de lavouras de soja. Quando todos esperavam para este ano um comportamento de clima mais próximo da média histórica, outra surpresa: chove demais no Sul e de menos no restante do País, principalmente no Centro-Oeste. O ciclo 2008/09 mal começou e já há algumas conseqüências: No Rio Grande do Sul, segundo maior produtor de trigo do País, as lavouras estão submersas em água há 15 dias e as perdas até o momento são de 40% da produção, incluindo prejuízo em volume e qualidade. O cultivo de feijão no estado está afetada com fungos, por causa da umidade elevada, e a de arroz, pode ficar prejudicada se a chuva persistir por mais 15 dias.
Mas, enquanto a agricultura gaúcha é afetada pelo excesso de chuva, a pecuária padece da falta dela. As chuvas abaixo da média em quase todo o País estão atrasando a recuperação das pastagens e, a previsão, é de que a entressafra do boi, que terminaria a partir de novembro e dezembro, se estenda por quase um mês, o que pode elevar ainda mais os preços da arroba no mercado.
Paulo Molinari, da Safras & Mercado, explica que a tendência é que haja recuo de gado abatido nos frigoríficos - que já estão com capacidade instalada ociosa em torno de 40% a 50% - por conta da menor oferta esperada para novembro e dezembro. "A oferta de boi confinado está terminando e não há volume elevado de boi de pastagem no mercado. Apesar da crise, a demanda interna continua forte. Teremos escassez e o preço do animal pode ter novas altas. Ainda assim, a indústria terá de abater boi com menor peso", avalia Molinari.
O nível de abate bovino entre novembro e dezembro vem caindo há alguns anos. Em 2005 e 2006, foram abatidas 3,2 milhões de cabeças por mês em novembro e dezembro, segundo a Safras & Mercado. Nestes mesmos meses de 2007, esse volume caiu para níveis entre 2,6 milhões e 2,9 milhões de cabeças. "Na média do segundo semestre deste ano, a média de abate está entre 2,6 milhões e 2,9 milhões de cabeças, volume que deve cair para níveis entre 2,6 milhões e 2,7 milhões no último bimestre do ano", estima Molinari.A falta de boi de pasto neste momento e a previsão de escassez nos próximos dois meses se deve ao fato de as chuvas terem sido escassez em setembro e abaixo da média em quase todas as regiões do país em outubro. "Isso esta atrapalhando a recuperação das pastagem, que levam de 60 a 90 dias após as chuvas para se recomporem", diz Alcides Torres, analista da Scot Consultoria.
De acordo com dados da Somar Meteorologia, no mês de outubro choveu metade do esperado na maior parte dos estados brasileiros. Em Mato Grosso, onde há o maior rebanho comercial do País, a média histórica para o mês é de precipitações de 200 milímetros (mm) e choveu entre 50 mm e 100 mm, dependendo da região. No Triângulo Mineiro, esperava-se 100 mm e ocorreram apenas 50 mm. Em Mato Grosso do Sul, a média histórica é de 150 mm e, choveu 100 mm. "As frentes frias do Sudeste que levam a chuvas para o interior do País não estão entrando no continente, estão ficando no litoral", explica Olívia Nunes, meteorologista da Somar Meteorologia.
É esperada normalização das chuvas para novembro, mas até agora, as precipitações foram praticamente insignificantes na maior parte do País. Em Mato Grosso, onde a média para este mês é de chuvas entre 200 mm e 250 mm, choveu até agora 30 mm. No Triângulo Mineiro, choveu nesta semana menos de 10% do esperado, em Goiás e na Bahia, onde se aguarda 200 mm de chuvas, as precipitações até agora não chegaram nem a 5 mm.
Na agricultura do Paraná, onde a chuva está acima da média principalmente no Sul do estado, também estão sendo identificados alguns atrasos no plantio de soja, mas ainda pontuais, segundo Pedro Loyola, economista da Federação de Agricultura do Estado (Faep).
No Rio Grande do Sul, onde as chuvas em outubro chegaram a quase o dobro da média, e perduram em novembro, as perdas com trigo atingem 40% da lavoura, segundo Carlos Sperotto, presidente da Federação de Agricultura do Estado (Farsul). "Antes desse dilúvio, tínhamos colhido 10% da área com condições excelentes de qualidade, com ph entre 78 e 80. Agora, o que está sendo colhido está com ph entre 70 e 72. Isso significa um desconto de R$ 1 por saca no preço pago ao produtor", lamenta o presidente da Farsul. De acordo com ele, com o excesso de chuvas, a produtividade de 50 sacas por hectare caiu para 26 sacas.
Fonte: Gazeta Mercantil
Previsão do Tempo
sexta-feira
Nesta sexta-feira uma nova frente fria avança sobre o Sudeste do Brasil e reforça áreas de instabilidade. Em todas as áreas do Estado do Rio de Janeiro, no Sul de Minasno litoral paulista, no vale do Ribeira, na Grande São Paulo e nas regiões de Campinas e Sorocaba o tempo fica fechado e pode chover a qualquer hora. A temperatura cai um pouco nessas áreas. Nas demais áreas de São Paulo, de Minas Gerais e em todo o Espírito Santo o céu fica sempre com muitas nuvens, ocorrem algumas aberturas de sol, mas chove ao longo do dia. A umidade do ar aumenta inclusive no extremo norte mineiro.
Bolsa de Mercadorias de Uberlândia – BMU
(Cotação diária) –05/10/2008
*Milho - sc. 60 kg disponível – (Preços com INSS excluso)
Uberlândia/Uberaba . . . . . . . . . . . . R$ 18,00.... R$18,50
Capinópolis/Ituiutaba . . . . . . . . . . . .R$ 17,50.... R$18,00
Patrocínio/Patos de Minas . . . . . . . . R$ 19,00.....R$19,50
Paracatu/Unai. . . . . . . . . . . . . . . . . R$ 18,00.... R$18,50
Catalão – GO. . . . . . . . . . . . . . . . . .R$ 20,00.....R$ 20,50
Região de Rio Verde- GO . . . . . . . .. R$ 18,50.....R$ 19,00
Região de Cristalina- GO . . . . . . . .. R$ 20,00.....R$ 20,50
*Soja - sc. 60 Kg disponível - (Preços com INSS excluso)
Uberlândia . . . . . . . . . . . . . . . . . . .R$42,00
*Sorgo - sc 60 kg Disponível
Uberlândia/Uberaba . . . . . . . . . . . s/cotação
*Café arábica - Tipo 06 Duro para melhor
Araguari/ Patrocínio. - Tipo. 06 – 2007/08.................R$ 250,00
Araguari/ Patrocínio. - Tipo. 06 – 2008/09.................R$ 255,00
*Feijão - sc 60 Kg – Triângulo e Alto Paranaíba
Tipo Carioquinha Extra Novo . . . . . . . R$ 112,00....R$134,00
Tipo Carioquinha Comercial. . . . . . . . . R$ 111,00.....R$113,00
Tipo Preto Especial . . . . . . . . . . . . . . R$ 153,00....R$155,00
Tipo Rajado Especial. . . . . . . . . . . . . . R$ s/cotação
Tipo Jalo Especial. . . . . . . . . . . . . . . . . R$ s/cotação
* Arroz Sequeiro – Uberlândia (Preços com ICMS e INSS inclusos)
Mínimo .................................Maximo
Tipo 1 . . . . . . . . . . . . . . . . R$ 56,00.............................R$ 58,00
Tipo 2 . . . . . . . . . . . . . . . . R$ 53,00.............................R$ 55,00
Tipo 3 . . . . . . . . . . . . . . . . R$ 48,00.............................R$ 50,00
Tipo 4 . . . . . . . . . . . . . . . . R$ 44,00.............................R$ 46,00
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