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Revisão das dívidas vai até amanhã

O prazo de adesão à renegociação das dívidas agrícolas, conforme a Lei 11.775, termina amanhã. Quem não formalizar o pedido junto à instituição financeira não poderá repactuar o passivo. O Banco do Brasil (BB) se prepara para atender número maior de pedidos entre hoje e amanhã. A expectativa é que, até sexta-feira, cerca de cinco mil produtores procurem as dependências do BB no RS para manifestar seu interesse em renegociar os débitos.
O presidente da Farsul, Carlos Sperotto, não solicitará ampliação do prazo, pois vê a questão como resolvida. O deputado Luis Carlos Heinze encaminhou pedido à Procuradoria Geral da Fazenda para que a adesão à renegociação seja estendida até dezembro. Ele acredita que a ampliação é viável, pois o pagamento vai até junho de 2009.

Fonte(s): Correio do Povo

 

Faltam R$ 4,1 bilhões para financiar safra de MT

Parte da safra 2008/2009 já foi cultivada, mas a outra ainda está à espera de financiamento, e, se depender das tradings, a área plantada vai sofrer uma redução ainda maior que aquela prevista pela Compania Nacional de Abastecimento (CONAB). O impasse protagonizado pelas multinacionais e produtores, especialmente os de Mato Grosso, chegou até o ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
Em reunião com o ministro Reinhold Stephanes, líderes de entidades de produtores mato-grossenses apresentaram um déficit de R$ 3 bilhões para financiar só as lavouras de soja este ano, dinheiro que os representantes das tradings não estão dispostos a financiar.
A última safra das três principais culturas (soja, milho e algodão) custou ao Estado R$ 8,54 bilhões - R$ 1,68 bilhões pagos com recursos próprios, R$ 730 milhões com créditos oficiais e R$ 6,13 bilhões com investimentos das tradings. Para a safra 2008/09, estima-se uma variação de 43%, ou seja, os custos de produção das lavouras mato-grossenses vão superar R$ 12 bilhões. E como os recursos oficiais não vão chegar nem a R$ 900 milhões, ou os produtores vão desembolsar mais do que os R$ 3,95 bilhões previstos inicialmente, ou o governo vai ter que arrumar atrativos suficientes para as tradings custearem os R$ 7,4 bilhões sem os quais a agricultura mato-grossense não vai conseguir garantir a produção esperada.
No caso da soja, os recursos das tradings que financiavam 80% do custeio, este ano devem ficar em 53%. Dos poucos mais de R$ 8 bilhões necessários, apenas R$ 5 bilhões já chegaram até os produtores. Escassez ainda mais aguda, levando-se em consideração a área plantada, nas lavouras de algodão, que ainda precisam de pelo menos R$ 1,1 bilhão.
Um dos maiores produtores da fibra no Estado, o grupo Fazenda Nova, vai deixar de plantar seis mil hectares de algodão no norte, oeste e leste de MT, "além do cancelamento de vários outros projetos no País", revela João Luiz Pessa, um dos sócios do empreendimento. De acordo com ele, faltaram US$ 25 milhões para as lavouras do grupo, US$ 15 seriam investidos no Mato Grosso. "E os 12 mil hectares que nós pretendemos cultivar ainda não estão totalmente garantidos. Falta recurso para bancar a mão de obra e outros custos variáveis". A redução na Fazenda Nova, até agora de 30%, só não está maior porque parte do crédito necessário foi conseguida antes da crise.
A recusa por parte das tradings em financiar as lavouras não descrimina os produtores por hectares cultivados. Paulo Gilberto Diel, sojicultor da região de Lucas do Rio Verde, não conseguiu R$ 1 sequer das multinacionais. Endividado em R$ 1 milhão, ele reduziu os 400 hectares de plantio para apenas 100. "Há três anos nós não temos renda. Colhemos um prejuízo de US$ 4 dólares por saca." Para destravar o impasse o governo estuda aumentar os prazos dos Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC) e a redução dos juros dos mesmos.

Fonte: Gazeta Mercantil

 

Queda do preço dos grãos ameaça o armazenamento

A forte desaceleração nas negociações de grãos em razão das baixas cotações, além de descapitalizar o produtor, poderá gerar no curto prazo problemas de ordem logística. O aumento no volume dos estoques de passagem irá esbarrar no déficit de capacidade estática do País que, em 2008, já atingiu 47,2 milhões de toneladas.
Sem repetir o volume de exportação recorde registrado no ano passado, os produtores de milho estão entre os mais prejudicados.
As cotações da commodity seguem em queda, pressionadas justamente pelos elevados estoques. Em apenas cinco dias, encerrados em 10 de novembro, o Indicador Esalq/BM&FBovespa caiu 4,7%.
De acordo com Lucilio Alves, pesquisador do Centro de estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a perspectiva é negativa já que no último trimestre de cada ano os embarques tendem a diminuir. "O volume exportado neste ano deve ficar expressivamente abaixo do observado em 2007", disse.
No acumulado do ano os embarques de milho recuaram 51,1% em relação ao mesmo período de 2007. Em outubro, a retração nas vendas foi ainda mais acentuada: 78%.
"Ao final de 2008, o Brasil terá um expressivo estoque de passagem, que poderá ser superior a 13 milhões de toneladas, o que corresponde a aproximadamente 70% do volume colhido na safrinha", destacou Odacir Klein, presidente executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho).
Segundo ele, os estoques brasileiros estão concentrados no Paraná e no Centro-Oeste, ocupando espaços de armazenagem que, no final do primeiro trimestre de 2009, terão que ser cedidos para a estocagem da safra de soja.
Mesmo em casos onde o produtor se dispõe a negociar nos atuais patamares de preços, considerados abaixo do custo de produção, ele se depara com um mercado retraído. Na última semana, os preços do algodão em pluma continuaram em queda. No período, o Indicador Cepea/Esalq caiu 1,83%.
Segundo a pesquisa do Cepea, apesar de os produtores terem se mostrado mais flexíveis a reduzir os preços, boa parte dos compradores esteve retraída, negociando pequenos volumes. "Indústrias continuam processando a pluma recebida de contratos antecipados. As poucas ativas em novas compras continuam forçando baixa de preços ou buscando maiores prazos de pagamento."
Este ano a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) já anunciou um pacote de investimentos para a construção de silos graneleiros. O projeto está em fase de licitação.
Os novos complexos armazenadores, que terão um aporte de R$ 84 milhões, estarão distribuídos em estados estratégicos. Nas Regiões Norte e Nordeste o volume dos armazéns não é suficiente para a colheita, enquanto no Sudeste sobra capacidade de armazenagem.
Segundo um levantamento feito pela Carlos Cogo Consultoria Agroeconômica ainda no primeiro semestre, a capacidade estática de armazenagem de grãos existente no Brasil recuou de 126,1 milhões de toneladas em 2007, para 123,7 milhões de toneladas este ano. Esta capacidade é inferior em 18,7 milhões de toneladas a safra nacional de grãos de 2007/2008. O nível de capacidade estática de armazenagem considerado ideal é 20% superior à safra de grãos do país.
Além de ser considerado uma atividade de apoio fundamental para as etapas de escoamento e comercialização, o armazenamento também pode garantir um preço maior ou menor do grão.
De acordo com Juvir Matuella, presidente da Companhia Estadual de Silos e Armazéns (Cesa-RS), o fato de oferecer diferenciais como células de silos subdivididas e segregação de produto, tem aumentado a procura pelos serviços da empresa que é filiada à Conab. "O produtor é beneficiado porque consegue um preço diferenciado que pode variar de 15% a 20% acima do valor de mercado", afirma.
Com uma demanda por armazenagem maior que a do ano passado, Matuella revela que este ano a companhia está recebendo 2,5 vezes a mais de trigo.
Com uma queda contínua dos preços, ele já prevê o aumento da demanda. "O produtor depende muito de recursos federais, se as cotações ficarem abaixo do preço mínimo a Conab terá que ficar com esses estoques", disse.

Fonte(s):  DCI - Diário do Comércio & Indústria

 

Produtores poderão ficar em situação de adimplência

O Conselho Monetário Nacional (CMN) poderá colocar em situação de normalidade até 30 de dezembro as parcelas dos financiamentos de investimentos que venceram no dia 15 de outubro. A sinalização positiva foi dada ontem pelo diretor de Programas da Secretaria Executiva do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Gerardo Fontelles, durante reunião com o diretor administrativo da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja/MT), Ricardo Tomczyk. A decisão poderá ser tomada pelo CMN na reunião da próxima terça-feira, dia 18.
Hoje, o governo federal chamará os bancos para conversar sobre o assunto, segundo informou Fontelles. A posição de adimplência dará certa tranqüilidade para que os produtores tenham condições de, neste momento, continuar a semeadura da safra 08/09.
“A situação é bastante preocupante neste momento, pois estamos no meio do plantio e qualquer ação de busca e apreensão que possa vir a acontecer, será desastrosa para Mato Grosso”, afirma Tomczyk.
Com o prazo para o pagamento expirado no dia 15 de outubro, os produtores que não quitaram ou não pagaram 40% da parcela deste ano ficaram em situação de inadimplência e sujeitos às penalidades por parte dos credores.
Com o prazo de normalidade concedido até o dia 30 de dezembro, o governo terá mais tempo para definir sobre o pedido de prorrogação feito pelo setor e endossado pelo governador Blairo Maggi, ao oficializar também a solicitação pelo governo do Estado.

Fonte(s): Diário de Cuiabá

 

Milho Bt promete reanimar produtores para a safrinha

Estoques altos, exportações em baixa, preços aquém do esperado. Esse é o cenário do mercado do cereal no momento da chegada do milho Bt às lavouras comerciais brasileiras. No entanto, a semente, lançada oficialmente no Paraná terça-feira à noite, deverá trazer ânimo ao setor na safrinha ao melhorar a relação custo-benefício, avaliou o presidente-executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho), Odacir Klein, convidado para o evento.
Ele disse na solenidade, em Foz do Iguaçu (Oeste), que esse ânimo é essencial para o equilíbrio da cadeia do milho. Em sua avaliação, se o produtor se guiar pelos custos altos e pela fraca remuneração, vai reduzir a área do cereal e, num cenário de especulação, pode faltar grãos a médio prazo. "Se o comprador tentar se aproveitar das dificuldades do produtor, daqui dois anos não tem milho", alertou.
Para Klein, a intervenção do governo no escoamento também é essencial para equilibrar oferta e demanda, num momento em que a queda nos preços das commodities em dólar pressiona a cotações internas. A previsão da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é que o consumo interno cresça 2 milhões de toneladas e a produção caia 3 milhões em 2008/09. Porém, como as exportações devem passar de 10 milhões para algo em torno de 6 milhões, os estoques sem mantém altos.

Comemoração

O lançamento da tecnologia Bt ocorreu em clima de comemoração em Foz do Iguaçu. Cerca de 300 produtores das regiões Oeste e Sudoeste do Paraná participaram do evento, organizado por uma equipe de 50 profissionais de São Paulo que percorre o país. Mais dois eventos como esse devem ser realizados no Paraná, nas regiões de Campo Mourão e Londrina.
A expectativa dos produtores que estiveram em Foz é cultivar milho gastando menos do que se recebe. Ontem a cotação da saca de 60 quilos era de R$ 16,6 – 10% abaixo do custo. Eles dizem que, com algumas lavouras exigindo até cinco aplicações de inseticidas, a tarefa é praticamente impossível.
O Bt é resistente às três principais pragas do milho: a lagarta-do-cartucho, a broca-do-colmo e a lagarta-da-espiga, que podem gerar perdas de 40%, 21% e 8% respectivamente. Na comparação com uma lavoura infestada, a plantação de milho geneticamente modificado (GM) rende até 40% mais, sustentou o gerente comercial da Unidade de Negócios da Monsanto no Paraná, Sandro Rissi.
A multinacional desenvolveu a semente que chegou primeiro ao mercado, que chega em três variedades da Dekalb: 330, 350 e 390. Houve menos semente que a procura no plantio desta safra de verão e a escassez vai continuar na safrinha, disse Rissi. "No plantio de verão do ano que vem é que teremos maior disponibilidade de semente, mas ainda não sabemos quando oferta e procura vão se equilibrar."
Apesar de esta ser a primeira safra comercial de milho transgênico no Brasil, os produtores paranaenses dizem estar seguros em relação ao manejo da nova tecnologia. O produtor Jacó Lira, de Toledo, conta que visitou três áreas demonstrativas e ainda não plantou Bt porque não havia semente no início do plantio de verão. "Na safrinha, vou plantar só GM."
Existem outras variedades de semente de milho geneticamente modificadas aprovadas para uso comercial no Brasil, das empresas Syngenta e Bayer.

Fonte(s): Gazeta do Povo

 

Soja fecha com desvalorização de 19 pontos

As novas turbulências no mercado financeiro mundial não pouparam as commodities agrícolas. A soja ontem perdeu 19 pontos na Bolsa de Chicago e terminou o dia cotada a US$ 8,89/bushel (27,2 quilos). A cotação é quase 50% menor que o valor atingido em julho deste ano, quando atingiu o pico de US$ 16,63. O menor valor de fechamento deste ano ocorreu em 15 de outubro, data em que a oleaginosa fechou o pregão cotada a US$ 8,58. No começo de novembro o grão dava sinais de recuperação, com fechamentos próximos de US$ 9,50, em valores que não se sustentaram. O milho terminou ontem valendo US$ 3,69/bushel (25,4 quilos), com desvalorização de 4,6 pontos.

Fonte(s): Gazeta do Povo

 

Soja: clima favorável permite ampliação da área cultivada em Unai (MG)

SAFRAS - Os produtores de Unaí, no noroeste de Minas Gerais, foram beneficiados por chuvas desde o último sábado, que superaram os 150 milímetros e estabeleceram condições de plantio. Segundo informações do departamento técnico da Cooperativa Agrícola de Unaí Ltda (Coagril), até o momento 8% da área total de 70 mil hectares foi plantada.Conforme o engenheiro-agrônomo Leonardo Oliveira Cardoso, as atividades tendem a avançar durante a semana, visto que novas precipitações são aguardadas  para a região. No cultivo da soja irrigada, cuja área estimada corresponde a cerca de 10% da total, algo em torno de 7 mil hectares, o plantio está 60% completo. "As lavouras estão na fase vegetativa e apresentam bom aspecto", comenta.
A saca de soja é negociada entre R$ 40,00 e R$ 41,00 em Unaí. A previsão é de que entre 60% a 70% da área seja ocupada por soja transgênica.
Fonte: Só Notícias

 

Orçamento poderá crescer 166%

Incremento de R$ 2,5 bi ao volume de recursos destinados à safra 2008/2009 é proposto em emenda do senador Gilberto Goellner
A agricultura brasileira poderá ter um incremento de 166,6% no orçamento de apoio à comercialização dos produtos agropecuários no ano que vem.
O orçamento anual repassado pela União para esta finalidade é de R$ 1,5 bilhão (que este ano foi totalmente aplicado) e em 2009 pode aumentar para R$ 4 bilhões. A alta é uma reivindicação do setor agropecuário junto ao governo federal e os R$ 2,5 bilhões adicionais são de uma emenda apresentada pelo senador mato-grossense Gilberto Goellner (DEM).
O montante solicitado pelo senador foi aprovado ontem no Senado, mas ainda será apreciado pelo relator-geral do Orçamento 2009, o senador Delcídio Amaral (PT-MS).
"O senador tem que acatar a emenda, que será enviada ao Congresso Nacional para que seja aprovado. Caso isso ocorra tem o orçamento poderá ou não ser vetado pelo governo", diz ao explicar que Mato Grosso será um grande beneficiado do incremento no orçamento já que ele propiciará a fixação de preços mínimos e outras ações de comercialização.
Goellner acrescenta ainda que em reuniões feitas com representantes do governo federal, principalmente do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e também ao Ministério da Fazenda, a necessidade de mais recursos para a comercialização da safra 2008/2009, devido principalmente à crise financeira enfrentada internacionalmente.
Dessa forma, os produtores teriam pelo menos, como cobrir os custos da produção e não ficar totalmente no prejuízo.
Segundo o senador, entre as ações que poderão ser feitas para apoiar a venda da safra estão a realização de leilões, políticas de preço mínimo, e também de programas de Empréstimos do Governo Federal (EGF) e de Aquisição do Governo Federal (AGF). Já os produtos que poderão utilizar os mecanismos do governo estão a soja, arroz, feijão, trigo, algodão e milho, abrangendo grãos e fibras.
"O setor está enfrentando dificuldades e o governo tem de entender a situação. Até mesmo o governador Blairo Maggi já esteve em Brasília pedindo mais recursos para que os agricultores consigam, com os preços mínimos cobrir dos custos da produção, que aumentaram mais de 40% em relação ao ano passado".
A reunião que aprovou a adição dos R$ 2,5 bilhões ao orçamento contou ainda com a participação do presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Haroldo Lima.

Fonte: A Gazeta

 

Especialistas alertam sobre a chegada antecipada da ferrugem da soja

O plantio de soja já foi realizado e coloca novamente em pauta a maior preocupação dos sojicultores brasileiros: a ferrugem asiática, doença que pode comprometer a produtividade das lavouras em mais de 80%. Para a safra 2008/2009, especialistas na cultura prevêem a chegada antecipada da doença devido ao clima, que estará favorável à propagação dos esporos, como também devido a grande quantidade de soja tigüera (plantas voluntárias que germinaram a partir de grãos perdidos na colheita e que vegetaram espontaneamente até o inicio desta safra), que é uma importante fonte de inóculo do fungo da ferrugem.
Por esses fatores, a pressão da ferrugem deve ser maior do que na safra passada e os produtores devem estar preparados para evitar uma epidemia da doença. “Nas duas últimas safras, não ocorreu o problema da soja tigüera e o clima foi um pouco mais seco. Outro ponto que poderá ser favorável ao aparecimento antecipado é a forte presença da doença nas lavouras bolivianas, que poderão ser trazidas pelo vento para as lavouras do Mato Grosso”, explica o fitopatologista do Programa Consultoria Agrícola, Tiago Vieira Camargo.
Além disso, a diminuição do uso de fertilizante previsto para esta safra, principalmente o potássio (K), poderá deixar a soja menos nutrida e mais suscetível ao ataque da doença. “Sempre que uma doença tem sua chegada antecipada, principalmente uma que se dissemina pelo vento e recobre uma grande área plantada, é possível que haja uma alta incidência e severidade durante a safra, causando assim perdas significativas ao produtor e a sojicultura brasileira”, destaca o pesquisador Marcos Massamitsu Iamamoto.
Os especialistas alertam sobre a importância de capacitar suas equipes de campo para o monitoramento da doença. “O ponto-chave para esta safra, no que se refere ao controle da ferrugem da soja, é capacitar seus profissionais para que eles possam detectar e indicar o melhor momento para a aplicação de fungicidas, no momento mais adequado e com os produtos corretos. Além disso, deve ser respeitado o período residual de cada produto, em função da pressão da doença (é uma decisão muito técnica) e que pode ser o limite entre o sucesso ou a perda de produtividade durante a safra”, ressalta Camargo.
Prevenir é a melhor solução
Os sojicultores brasileiros sabem que com a ferrugem a adoção de manejo preventivo é a única forma de evitar perdas significativas de produtividade causadas pela severidade da doença. Por isso, a prevenção é o modo mais econômico de controlar a doença, ainda mais agora com a detecção de populações menos sensíveis a fungicidas nos Estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. “Atualmente, o produtor tem à disposição produtos eficientes para o manejo da ferrugem da soja, como os que possuem estrobilurina mais triazol, que apresentam excelente desempenho, desde que seja seguida a recomendação correta de utilização dos produtos”, explica Iamamoto.
O trabalho preventivo, que deve sempre começar com o vazio sanitário (obrigatório para as regiões produtoras de soja em todo o Brasil), tem como uma de suas primeiras ações o tratamento de sementes, que proporciona proteção no início do desenvolvimento da planta de soja, atrasando a evolução da doença e maximizando os resultados do fungicida foliar. A única ferramenta disponível atualmente neste segmento é a solução à base de fluquinconazole, que viabiliza a proteção de uma importante parte da planta, o terço inferior, região de maior umidade e responsável pelo desenvolvimento do inóculo inicial da ferrugem. O terço inferior da planta de soja é responsável por um terço da produção das lavouras.
A seqüência do tratamento preventivo das lavouras para o controle da ferrugem da soja é realizada via foliar, com a adoção de fungicidas com diferentes modos de ação como antiesporulante, sistêmico e curativo. “Estas características estão presentes nos produtos à base de estrobilurina mais triazol”, destaca Iamamoto.
Para não ter surpresas, o sojicultor precisa se planejar para controlar a doença de forma efetiva durante a safra. “Aquele produtor que ficar apenas esperando o estágio da soja (calendário) para realizar as aplicações poderá ter resultados desagradáveis no final da safra, além de conseqüentemente produzir inóculos do fungo da ferrugem e disseminando para outros produtores que monitoram e controlam a doença de forma correta”, alerta Camargo. As informações são da assessoria de imprensa da Bayer.

Fonte: Agrolink

 

Previsão do Tempo

Sexta-feira

O vento úmido que sopra do mar ainda favorece a formação de muitas nuvens no litoral norte de São Paulo, no vale do Paraíba, no Sul de Minas, no norte paulista e no Triângulo Mineiro. Chove a partir da tarde nessas áreas. No Rio de Janeiro, na Zona da Mata, na Grande Belo Horizonte, no vale do rio Doce e no alto São Francisco o dia segue chuvoso. O céu fica nublado e há risco de temporais para essas áreas. Nas demais áreas de São Paulo o ar fica um pouco mais seco do que no dia anterior, mas ainda há formação de nuvens carregadas e chuva à tarde. No norte capixaba, no vale do Jequitinhonha e no noroeste mineiro o sol aparece sempre entre muitas nuvens e pode chover a qualquer hora.

 

Bolsa de Mercadorias de Uberlândia – BMU

(Cotação diária) –12/11/2008

 *Milho - sc. 60 kg disponível – (Preços com INSS excluso)
Uberlândia/Uberaba . . . . . . . . . . . .  R$ 17,50.... R$18,00
Capinópolis/Ituiutaba . . . . . . . . . . . .R$ 17,00.... R$17,50
Patrocínio/Patos de Minas . . . . . . . .  R$ 18,50.....R$19,00
Paracatu/Unai. . . . . . . . . . . . . . . . . R$ 17,50.... R$18,00
Catalão – GO. . . . . . . . . . . . . . . . . .R$ 15,50.....R$ 16,00
Região de Rio Verde- GO . . . . . . .  .. R$ 16,00.....R$ 16,50


Região de Cristalina- GO . . . . . . . ..  R$ 15,50.....R$ 16,00

*Soja - sc. 60 Kg disponível  - (Preços com INSS excluso)


Uberlândia . . . . . . . . . . . . . . . . . . .R$ s/cotação
    

 

*Sorgo - sc 60  kg  Disponível


Uberlândia/Uberaba . . . . . . . . . . . s/cotação

*Café arábica  -  Tipo 06 Duro para melhor

 

Araguari/ Patrocínio. - Tipo. 06 – 2007/08.................R$ 250,00

Araguari/ Patrocínio. - Tipo. 06 – 2008/09.................R$ 255,00

 

*Feijão - sc 60 Kg – Triângulo e Alto Paranaíba

 

Tipo Carioquinha Extra Novo . . . .  . . .   R$ 94,00....R$ 95,00


Tipo Carioquinha Comercial. . . . . . . . .  R$   85,00.....R$ 86,00
Tipo Preto Especial . . . . . . .  . . . . .  . . R$ 124,00....R$126,00
Tipo Rajado Especial. . . . . . .  . . . . . . . R$ s/cotação
Tipo Jalo Especial. . . . . . . . . . . . . . . . . R$ s/cotação

 

* Arroz Sequeiro – Uberlândia (Preços com ICMS e INSS inclusos)
                                           Mínimo .................................Maximo
Tipo 1 . . . . . . . . . . . . . . . . R$ 55,00.............................R$ 57,00
Tipo 2 . . . . . . . . . . . . . . . . R$ 51,00.............................R$ 53,00
Tipo 3 . . . . . . . . . . . . . . . . R$ 46,00.............................R$ 48,00

Tipo 4 . . . . . . . . . . . . . . . . R$ 42,00.............................R$ 44,00

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CAT- Clube Amigos da Terra de Uberlândia
Av. Juracy J. Resende, 100  |  B. Pampulha / Camaru  |  (34) 3222-1000 - 3226-7701  |  Uberlândia-MG
agronegocios@catuberlandia.com.br