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Condições climáticas podem reduzir produção agrícola
Estimativa feita por técnicos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indica que a produção brasileira de grãos, na safra 2008/2009, deverá sofrer uma redução entre 2,9% e 1,4%, o que significa uma diferença entre 4,2 milhões e 1,9 milhão de toneladas em relação à safra passada. A maior redução deverá ocorrer com o milho, seguida de soja e caroço de algodão.
O problema também deverá atingir o Piauí, que na safra 2007/2008 alcançou a produção recorde de mais de 1,4 milhão de toneladas de grãos. A estimativa da Conab é de que a próxima colheita fique entre 1.299 mil e 1.382,8 mil toneladas. A área plantada ficará entre 941 mil e 951,4 mil hectares. Os técnicos alertam, no entanto, que este é apenas o segundo levantamento de vários que serão feitos durante todo o ciclo de produção.
Por esta estimativa, a produção de soja no Piauí deverá ficar entre 728,1 mil e 754,2 mil toneladas contra as 819,3 mil toneladas da safra anterior, mas a produção está condicionada às condições climáticas durante o ciclo das culturas e a confirmação da intenção dos produtores, que no momento estão passando por uma fase restritiva de crédito, aliado ao elevado custo da produção. No momento, a estiagem tem se manifestado no Tocantins, Norte de Minas Gerais, amplas áreas do Maranhão, no interior da Bahia e do Estado do Piauí.
Para a realização do 2° Levantamento de Intenção de Plantio da Safra de Grãos, técnicos da Conab entraram em contato com os principais municípios produtores do país entrevistando produtores rurais, agrônomos e técnicos de Cooperativas, secretarias de Agricultura, órgãos de Assistência Técnica e Extensão Rural (oficiais e privados) e agentes financeiros. Em atenção às demandas dos usuários de informação de safra, os levantamentos têm sido realizados em colaboração com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), órgão do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.
Área Plantada
- A segunda estimativa de intenção de plantio para a safra 2008/09 indica uma variação na área a ser plantada, entre uma redução de 0,1%, a um crescimento de 1,2%. Considerando o ponto médio, o crescimento será de 0,5%. O resultado mostra que deixarão de ser cultivados 64,5 mil hectares ou um aumento de 551,5 mil hectares. As culturas consideradas foram algodão, amendoim, arroz, feijão, girassol, mamona, milho, soja, sorgo, aveia, centeio, cevada, trigo e triticale.
Analisando as principais culturas, o arroz, o feijão primeira safra e o trigo mostram crescimento na área de plantio. O algodão, o milho primeira safra e a soja apresentam reduções na área a ser cultivada. O crescimento da área do feijão deve-se aos fatores de mercado. Os preços, na ocasião do plantio, estavam altamente estimulantes e os produtores optaram pela leguminosa: O aumento na área do arroz deve-se ao bom desempenho da cultura irrigada, sobretudo, no Estado do Rio Grande Sul, onde as condições de plantio são favoráveis já que nos meses precedentes as chuvas foram abundantes e suficientes para o abastecimento das barragens. Na maioria dos estados, onde as lavouras são conduzidas no regime de sequeiro, a área apresenta redução e substituição pela soja.
O trigo apresentou um forte crescimento em sua área cultivada, estimulado pela elevação dos preços mínimos de garantia do Governo e pelos preços praticados no mercado. A redução do algodão é justificada pelas baixas cotações, pela alta dos insumos e pela concorrência da soja. A diminuição do milho primeira safra se deve, exclusivamente, à queda dos preços recebidos pelos produtores, aliada ao elevado custo de produção. A área de soja apresenta, desde uma redução de 1,2%, a um incremento de 0,4%. A redução não foi maior devido aos preços mais atrativos, relativamente aos do milho e do algodão, e pela maior liquidez em relação a esses produtos.
Insumos
- No período de janeiro a setembro de 2008, o total de máquinas agrícolas importadas e nacionais vendidas no Brasil atingiu 40,4 mil unidades contra 27,6 mil unidades, em idêntico período do ano de 2007, um acréscimo significativo de 46,4%.
Em setembro deste ano, foram comercializadas 5.349 máquinas contra 3.826, em agosto/2007, um aumento de 39,8% nas vendas. A boa produtividade obtida na última safra, aliada aos bons preços obtidos na comercialização das commodities agrícolas, trouxe incremento da renda dos produtores e esses fatores foram determinantes para justificar o crescimento nas vendas de máquinas e implementos no país. Segundo o setor, as renegociações das dívidas dos agricultores também contribuíram para que o mercado esteja aquecido.
A expectativa da indústria é de que neste ano sejam vendidas 45 mil máquinas, 18,1% superior ao total obtido no ano passado (38,1 mil unidades) e melhor até mesmo da quantidade obtida no ano de 2002, considerado o marco das vendas nos últimos onze anos.
Os agentes financeiros têm conseguido atender a demanda de seus tradicionais tomadores, mesmo diante da maior procura em um ambiente de crise internacional e de financiamentos escassos para o setor. Além disso, o Governo Federal acaba de autorizar a antecipação de R$ 5 bilhões para financiar o crédito de custeio da agricultura e isso trará também mais liquidez para o setor.
Outro dado importante, segundo a Conab, é que observando-se o apurado nas vendas de formulados de janeiro a setembro deste ano, e com base nas médias históricas de vendas de setembro a dezembro dos últimos dez anos, projeta-se que o consumo de adubos em 2008 fique em torno de 24,5 milhões de toneladas. Se esse número para 2008 se confirmar, haverá um decréscimo de 0,5%, se comprado ao total de 24,6 milhões de toneladas produzidas e entregues ao consumidor no final em 2007.
No Brasil, as vendas de fertilizantes aos consumidores finais, de janeiro a setembro deste ano, totalizaram 18,2 milhões de toneladas, ficando 4,0% acima do volume transacionado em igual período do ano passado.
Mesmo com a valorização do dólar, ainda assim não ocorrerá aumento na importação de fertilizantes. A queda no preço do petróleo somente beneficiará o produto nitrogenado. Existe falta de crédito na praça e isso tem afetado as vendas de fertilizantes no momento, mas o setor entende que, em decorrência do elevado nível de antecipações de aquisições visando a próxima safra que já está em fase de plantio, a grande maioria dos agricultores já comprou o fertilizante necessário ao seu cultivo. A Conab já detectou pequena queda nos preços dos fertilizantes a partir do mês de agosto.
Condições Climáticas
- Os índices de precipitação estiveram abaixo do normal nas principais regiões produtoras, com exceção da região Sul e parte da Sudeste (São Paulo e Espírito Santo). A estiagem tem se manifestado com maior intensidade em Tocantins, no Norte de Minas Gerais, em amplas áreas no Maranhão, no interior da Bahia e no Estado do Piauí. As chuvas que ocorreram no Noroeste do Mato Grosso e no Sul de Goiás, no primeiro decêndio do mês de outubro, não foram suficientes para reverter o potencial hídrico deficiente, preponderante em praticamente toda a região Centro-Oeste. Houve excesso de chuvas no Noroeste do Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e na Zona da Mata, em Minas Gerais, devido ao aumento da freqüência de entrada de sistemas frontais, característicos da transição entre a estação seca e a chuvosa.
Algodão
- Os números levantados pela Conab para a safra 2008/2009 continuam sinalizando redução da área plantada com algodão no país, podendo variar entre 14,5% e 10,6% relativamente à safra passada. Se comparar ao levantamento realizado em outubro do ano passado, os dados indicam redução de 5,6% no ponto médio. Reduções importantes estão ocorrendo na região Centro-Oeste (59% da produção nacional de pluma), com intervalos entre 19,7% e 15,4%, notadamente nos estados de Mato Grosso e Goiás. No Oeste Baiano (região de Barreiras, Luís Eduardo Magalhães), verifica-se tendências de reduções, porém não tão expressivas, tendo em vista a logística da região (proximidade com as indústrias).
De acordo a metodologia, a Conab continua repetindo os números de área plantada para os demais estados da região Nordeste. Outros estados, importantes produtores como Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e São Paulo registram, também, reduções de áreas, porém, em menores proporções. Assim, a superfície cultivada com algodão no Brasil, provavelmente se situará entre 921,5 mil e 963,5 mil hectares.
Dentre os diversos fatores que justificam a redução da área plantada, destaca-se a alta nos preços dos insumos e a concorrência com a soja, cujas cotações encontram-se mais positivas.
As previsões meteorológicas sinalizam normalidade durante todo o ciclo da cultura e os produtores, como de hábito estão adquirindo os insumos adequados ao processo produtivo. Espera-se que o Brasil colha entre 1.364,9 mil e 1.428,0 mil toneladas de pluma, na atual temporada, equivalendo uma redução que variará entre 14,8% e 10,9%, em relação ao volume colhido na safra passada (1.602,2 mil toneladas), quando as lavouras foram beneficiadas pelas condições climáticas.
Arroz
- A expectativa de bons preços do arroz, em função do aumento da demanda, aliada aos bons níveis dos mananciais no Rio Grande do Sul, devido às chuvas ocorridas em meses anteriores, gerou incentivo para o incremento de área que está estimada entre 0,3% a 1,7%, com relação a safra 2007/2008.
O Rio Grande do Sul, que é o principal produtor, encontra-se com cerca de 50% da área plantada, tendo um pequeno atraso, em conseqüência do excesso de chuvas das últimas semanas.
No Mato Grosso, onde se predomina o plantio do arroz de sequeiro, haverá redução de área entre 2,0% a 4,0%, se comparada à safra passada. As principais causas são a menor rentabilidade deste grão em relação à soja e a diminuição das áreas de abertura neste Estado. Estima-se uma produção entre 1,7% e 3,5%, o que equivale, em números absolutos, a 12,27milhões e 12,48 milhões de toneladas. Dentre os fatores que poderão interferir nessa variação, destacam-se a consolidação da área plantada e as variações climáticas, durante o desenvolvimento das lavouras.
Feijão
- A área semeada com feijão primeira safra está estimada entre 1,41milhão e 1,44 milhão de hectares, atingindo um crescimento entre 7,1% e 9,8%, relativamente à safra passada. A pesquisa sinaliza incremento de área em todos os estados produtores. Na safra anterior a cultura foi severamente afetada por fatores climáticos (estiagem), e preços baixos do produto no início do plantio. O elevado custo de produção, aliado aos riscos naturais da cultura, são fatores que ainda pesam na decisão do plantio, todavia, os excelentes patamares de preço praticados atualmente, em conjunto aos reajustes nos preços mínimos do governo federal e os limites de créditos, motivaram os produtores a esse crescimento.
Na região Centro-Sul, responsável por 85% da produção nacional do feijão primeira safra, as precipitações ocorridas até o momento beneficiam as áreas já semeadas, favorecendo os principais estágios de germinação e desenvolvimento vegetativo.
No Paraná é sinalizado o maior crescimento de área em comparação à safra passada. Em valores percentuais o levantamento aponta variação entre 20% e 23%, o que em valores absolutos significam até 61,2 mil hectares a mais. Lá, o plantio ocorre entre agosto e o início de dezembro. O levantamento observou também um leve atraso no plantio em função das condições climáticas adversas. Outros estados relevantes produtores são Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo, que aparecem com expressivo crescimento de área, neste último, o plantio foi concluído e encontra-se em início de floração, com colheita prevista para o mês de novembro, podendo prolongar-se até início de dezembro.
Configurando os dados apurados na pesquisa, a produção nacional do feijão primeira safra está estimada entre 1,39 milhão e 1,43 milhão de toneladas, representando um crescimento entre 11,6% e 15,0%. O plantio do feijão primeira safra ocorre até meados de dezembro, portanto, a área a ser plantada poderá sofrer ajustes nos próximos levantamentos.
Milho
- A área a ser cultivada na próxima safra está estimada entre 9,4 milhões e 9,5 milhões de hectares, sinalizando uma redução entre 1,5% a 3,1%, em comparação à safra anterior. Na região Centro-Sul, responsável por 87% da produção nacional, ocorreram os principais decréscimos com destaque para os estados de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
No Paraná, fatores como o elevado custo por hectare em comparação com a soja, aliado à queda dos preços recebidos pelos produtores provocaram reduções nas estimativas de área plantada em comparação à safra anterior. O plantio sofreu leve atraso, devido a escassez de chuvas e as baixas temperaturas registradas no período. A cultura atravessa, no momento, os estágios de germinação e desenvolvimento vegetativo.
Outro importante produtor é o Rio Grande do Sul, configurando-se como o maior em extensão de áreas. Lá, o levantamento sinaliza acréscimo de área, variando entre 0,5% e 2,0%. O plantio está ocorrendo dentro do calendário previsto, encontrado-se a cultura nas fases de germinação e desenvolvimento vegetativo. De acordo com a metodologia aplicada e levando em consideração que o calendário da região Norte-Nordeste não coincide com o da região Centro-Sul, conservou-se os dados de área cultivada na safra passada naquela região.
No que tange à segunda safra, foram reduzidas as estimativas de produção em 7,1% em relação à safra anterior, passando de 18,7 milhões para 17,4 milhões de toneladas, o que reduzirá o volume em aproximadamente 1,3 milhão de toneladas.
Considerando os níveis de produtividade de safras normais, sobretudo na região Centro-Sul, a produção brasileira de milho na primeira safra poderá atingir entre 37 milhões e 37,8 milhões de toneladas, que, adicionadas ao volume estimado para a segunda safra, totalizará uma produção entre 54,3 milhões e 55,2 milhões de toneladas na atual temporada.
Soja
- Para esta estimativa, a previsão é de uma redução de 1,2% a um crescimento de 0,4% na área plantada com relação à safra anterior, isso devido a algumas ocorrências climáticas e disponibilidade de crédito em estados importantes. Na região Centro-Oeste, onde se concentra a maior área de soja plantada do país, estão previstas reduções de área entre 2,9% a 1,1%, devido aos custos de produção que estão relativamente mais altos que os da safra 2007/2008, no momento do plantio, e à dificuldade de acesso ao crédito por parte dos produtores tanto dos bancos como das tradings, principalmente no Mato Grosso onde a redução prevista está entre 1% a 3%, situação esta agravada pelo clima de incertezas gerado pela crise internacional.
Já na região Sul, principalmente nos estados do Paraná e Rio Grande do Sul, a previsão é de um aumento de área entre 0,6% a 1,7%, favorecido pelo preço da soja, que ainda está mais interessante que o milho e a maior facilidade de comercialização do grão no Estado.
A Conab chama alerta para outro ponto, que considera importante neste segundo levantamento, é que, devido ao conjunto dos fatores anteriormente citados (custo e crédito), a produtividade média nacional poderá ser menor que a da safra anterior, com redução na ordem de 1,6%, o que pode afetar a produção nacional. Isso, em virtude da diminuição da tecnologia aplicada durante o cultivo da soja, principalmente, uso menor de fertilizantes. O plantio desta cultura se concentra no mês de novembro, finalizando no início de janeiro, com possibilidades de pequenas modificações na área plantada, caso o cenário do agronegócio tenha alguma alteração significativa. Condições climáticas e pouco crédito podem reduzir produção agrícola.
Em seu segundo levantamento de safra, a Conab estima que a produção brasileira de grãos deverá sofrer uma redução de até 2,9%, o que significa 4,2 milhões de toneladas de grãos a menos do que no ano passado.
Fonte: Governo do Piauí
Tecnologia para maior produção no campo
Por mais que as feiras e exposições apresentem diversas atrações, para todos os gostos e bolsos, um setor específico atrai mais a atenção dos agricultores: são os estandes com máquinas e implementos agrícolas, que atiçam a intenção de renovar o parque de máquinas na fazenda. Além de novos modelos, que também impressionam pelo visual, os produtores agrícolas querem equipamentos que ofereçam conforto e precisão em suas atividades.
Na verdade são as indústrias que passaram a utilizar com mais ênfase a tecnologia nos equipamentos que despertam o interesse dos empresários do campo em adquiri-los. A cada safra surgem produtos que impressionam pela capacidade de atuação, mas que tem na contramão um custo considerado elevado, se comparado com os equipamentos mais tradicionais.
Pulverizadores
Os melhores exemplos dessa tecnologia estão disponíveis em colheitadeiras, tratores e principalmente pulverizadores. Quem passa pela Expopato e se depara com algumas máquinas gigantescas, com rodas maiores que muitas pessoas, barras com até 30 metros, tanques e cabines que mais parecem monstros mecânicos, se pergunta qual é a serventia de tal equipamento? De acordo com os representantes das empresas revendedoras, são pulverizadores, que embora não tenham uma classificação distinta, surgiram há poucos anos como os substitutos dos pequenos pulverizadores puxados pelos tratores. Porém, não há nenhuma afirmação que esses equipamentos menores estejam fadados a desaparecer, até porque são os mais indicados para a pequena e média propriedade.
Fonte: Diário do Sudoeste
Brasil amplia para 574 número de fazendas habilitadas para EU
O Brasil voltou a ampliar o número de fazendas habilitadas a terem seus animais abatidos para abastecer o mercado consumidor da União Européia. A nova lista, atualizada hoje pela Comunidade Européia, traz o nome de 29 novas propriedades, o que eleva para 574 o número de fazendas cadastradas pelo bloco.
Das 29 novas inclusões, 14 estão localizadas em Minas Gerais, Estado que tem o maior número de propriedades certificadas, com 283 unidades, a partir dessa semana. Além disso, 9 novas fazendas de Mato Grosso, três do Rio Grande do Sul, duas de São Paulo e uma de Goiás foram inseridas na lista.
Depois de Minas Gerais, o Estado de Goiás é o que apresenta maior número de cadastros, com 105 fazendas, seguido por Mato Grosso, com 93, Rio Grande do Sul, com 43 e São Paulo, com 20 fazendas. Sem novas inclusões nas últimas semanas aparecem os Estados do Espírito Santo e Paraná, com 16 e 14 propriedades habilitadas, respectivamente.
Fonte: Agência Estado
Plantio de soja acelera-se no país
A despeito dos problemas enfrentados pelos produtores, em especial a oferta apertada de crédito para a compra de insumos no início da safra, o ritmo de plantio nas lavouras de soja está similar ao da safra 2007/08 no país. A aceleração do ritmo da semeadura em Mato Grosso, o maior Estado produtor da oleaginosa no país, contribuiu para o desempenho, de acordo com levantamento da Agência Rural.
De acordo com o relatório, até 13 de novembro, o plantio foi realizado em 52% da área estimada de cultivo para a safra 2008/09 no país, de 22 milhões de hectares. O percentual é idêntico ao registrado na mesma data de 2007. Em Mato Grosso, entre 6 e 13 de novembro, o plantio avançou 15 pontos percentuais, para 80% da área, estimada em 5,8 milhões de hectares. Nessa mesma época de 2007, o plantio havia sido feito em 78% da área prevista para o cultivo.
Na região Sul, a velocidade da semeadura também está próxima da registrada em 2007, apesar de boa parte das áreas de plantio estar enfrentando chuvas em excesso. A exceção é o trabalho em Santa Catarina. No Estado, onde fica apenas 5% da área da região dedicada ao cultivo de soja, o plantio chegou a 11%, bem abaixo dos 25% da mesma época de 2007. No Paraná, a soja cultivada na região oeste está praticamente toda plantada, de acordo com a Agência Rural. O problema do Estado concentra-se na região sul. O atraso na colheita do trigo por conta do excesso da umidade tem atrasado o plantio da soja.
O relatório de plantio, o quarto da Agência Rural na safra 2008/09, é o primeiro a mostrar o andamento dos trabalhos de campo na região conhecida como Mapito, da qual fazem parte os estados de Maranhão, Piauí e Tocantins. Nesses, respectivamente, o plantio já ocorreu em 6%, 3% e 3% da área estimada. A Bahia era o único Estado nordestino no qual a semeadura já havia iniciado.
O plantio ocorre em uma safra de lenta negociação antecipada da soja. De início, tradings e outros financiadores estavam receosos em comprar soja nos patamares de preço que a oleaginosa atingiu entre o fim do primeiro semestre e o início do segundo - na bolsa de Chicago, os contratos foram negociados acima de US$ 16 por bushel, seu novo recorde histórico. Agora, os produtores aguardam a recuperação das cotações para comercializar a produção.
Em novembro, como tradicionalmente ocorre nesta época de entressafra, o preço do grão no mercado interno tem se recuperado. No pólo de produção de Sorriso (MT), o preço da saca de 60 quilos chegou a R$ 39 na quinta-feira, alta de 9,85% acumulada no mês e de 12,71% nos últimos 30 dias, de acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agrícola. Em Rondonópolis, o preço da saca de 60 quilos chegou a R$ 42,50 na quinta, alta de 6,25% em novembro e de 8,97% em 30 dias. Em outubro, em contrapartida, o preço da saca de 60 quilos acumulou teve queda de 1,38% em Sorriso e de 1,23% em Rondonópolis, segundo o Imea.
Fonte: Valor Econômico
Crise vai mudar rentabilidade do agronegócio
Na safra de verão caos econômico tem efeito psicólogico, interferência maior deve ocorrer a partir do plantio de inverno
A safra de verão brasileira foi delineada um pouco antes da crise que provocou turbulência na economia mundial. Produtores contrataram pacotes tecnológicos para soja e milho, que sofreram alterações em função do resultado da safra anterior, sobretudo do milho. Porém, a crise mundial deve respingar no desempenho agrícola brasileiro.
A opinião é de Anderson Galvão, diretor de uma empresa de análise de mercado de Uberlândia (MG). Segundo ele, embora a safra tenha sido definida anteriormente com a compra do pacote tecnológico, o produtor pode reduzir a utilização de tecnologias. "Apesar do pacote, o agricultor precisa de novos investimentos no decorrer da safra. E como não tem o capital de giro necessário, acaba gastando menos", afirma.
De acordo com Galvão, uma das formas utilizadas pelo agricultor para reduzir custos é a diminuição da aplicação de fertilizantes. Mesmo a soja, que tem um custo menor quando comparada ao milho, recebe menos fertilizantes. "No controle de doenças e pragas, o produtor pode optar por um genérico no lugar de um produto de primeira linha". exemplifica.
Analistas afirmam que os efeitos da crise serão sentidos de fato na safra 2010. A crise agora tem um efeito psicólogico e deverá interferir mais diretamente na safra de inverno. "A dificuldade neste momento é com a escassez de crédito, que vai prejudicar a cultura do algodão", diz Galvão. Ele acrescenta que a situação não é exclusividade do Brasil e atinge países como Ucrânia, Rússia, Polônia e Argentina.
Certamente a crise vai mudar a rentabilidade do agronegócio. Para o analista o bushel da soja dificilmente alcançará novamente os US$ 16,00. Na última quarta-feira, a Bolsa de Chicago registrou US$ 9,50 o bushel. Porém, Galvão acredita que após três ou quatro meses haverá uma acomodação no mercado internacional e o preço deve passar dos US$ 10,00. Ele lembra que apesar da recuperação de área nos Estados Unidos, os estoques mundiais de soja continuam baixos.
Segundo Galvão, as commodities tiveram queda acentuada nos últimos meses. Mas ele considera que as commodities agrícolas têm particularidades. Numa crise há retração na compra de bens duráveis e pode haver queda na demanda por aço ou petróleo. "Mas as pessoas não deixam de comer", afirma, acrescentando que não acredita numa redução drástica no consumo de produtos agrícolas.
Fonte(s): Folha de Londrina
Triticultor gaúcho aguarda redução de ICMS
Expectativa é que Secretaria da Fazenda anuncie medida que beneficia venda para outros estados
Os triticultores gaúchos aguardam, para esta semana, que o governo gaúcho anuncie a redução do ICMS para a venda do grão in natura para outros estados. A medida é reivindicada devido ao excedente de quase 1 milhão de toneladas que não serão consumidas pelas indústrias do Rio Grande do Sul. No entanto, a guerra fiscal tem prejudicado o Estdo. São Paulo zerou o ICMS e o Paraná reduziu a alíquota para 2%, enquanto é necessário pagar 12% para tirar o cereal do território gaúcho.
O presidente da Fecoagro, Rui Polidoro Pinto, alerta que mais da metade da área plantada está colhida e "os compradores não estão aparecendo". Segundo ele, uma prova disso é o último leilão de PEP, em que foi comercializado 37% da oferta de 100 mil t. O pleito dos triticultores foi reforçado junto à Fazenda por Polidoro Pinto e o secretário da Agricultura, João Carlos Machado, que também aguarda resposta para esta semana. O diretor da Receita, Júlio César Graziottin, confirmou que deve ser tomada decisão em breve.
O deputado Jerônimo Goergen, que tem atuado politicamente no caso, comentou que há cinco anos está envolvido na questão do trigo in natura. Ele reforçou a situação de desvantagem em que o Rio Grande do Sul encontra-se alegando que o Paraná colhe antes e, assim, garante o abastecimento dos moinhos, além de o frete ser mais barato. "Precisamos de uma resposta nesta semana. Não adianta em janeiro."
Diferentemente do que se imagina, até o Sinditrigo não se opõe à medida. No entanto, o presidente Claudio Luiz Furlan enxerga a redução como uma arma usada na guerra fiscal entre os estados, a qual o Sintrigo tem combatido. "São Paulo não é produtor de trigo. Zerar o ICMS só prejudicou o Rio Grande do Sul e o Paraná."
Fonte(s): Correio do Povo
Agronegócio da cana movimentou cerca de R$ 41 bilhões no Brasil em 2007
A competitividade do etanol frente à gasolina pode ser melhor entendida quando se analisam os números. Somente no ano passado o setor movimentou R$ 41 bilhões no Brasil.
Embora a produção do bioetanol não mais seja subsidiada, como ocorreu no início do Proálcool, o combustível surge hoje como o substituto natural da gasolina e seu consumo atualmente já representa metade da procura pela gasolina.
No ano passado, foram produzidos no país 30 milhões de toneladas de açúcar e 17,5 bilhões de litros de bioetanol. Foram exportados 19 milhões de toneladas de açúcar (R$ 7 bilhões) e 3 bilhões de litros de etanol (US$ 1,5 bilhão em divisas), representando 2,65% da economia nacional. Foram recolhidos R$ 12 bilhões em impostos e taxas e investidos R$ 5 bilhões em novas unidades agroindustriais.
Os dados constam do livro Bioetanol de Cana-de-Açúcar – Energia para o Desenvolvimento Sustentável, a ser lançado amanhã em são Paulo. Segundo a publicação, a expansão da produção de bioetanol e açúcar nas últimas décadas ocorreu não apenas com o aumento da área cultivada, mas por meio de expressivos ganhos de produtividade nas fases agrícola e industrial, com aumentos anuais de 1,4% e 1,6%, respectivamente.
“O processo resultou em crescimento anual de 3,1% na produção de bioetanol por hectare cultivado, ao longo de 32 anos”.
O livro mostra que esse ganho de produtividade possibilitou que a área atualmente dedicada à cultura da cana para a produção de bioetanol (cerca de 3,5 milhões de hectares) represente 38% da terra que seria necessária no início do Proálcool, em 1975, para manter a produção e a produtividade atual.
“Esse notável ganho de produtividade que multiplicou por 2,6 o volume de bioetanol por área cultivada, foi obtido pela contínua incorporação de novas tecnologias”, revela o livro.
Contribui para o avanço do álcool na matriz energética brasileira o sucesso dos carros biocombustíveis (os flexs) que levou a produção de cana a saltar de 88,92 milhões de toneladas na safra 1975/76 para 489,18 toneladas na safra 2007/08. Com isso, a produção de etanol subiu de 0,6 milhão de metros cúbicos para 22,24 milhões de metros cúbicos diários, no mesmo período.
Apesar da expansão, a cultura da cana ocupa apenas 9% da superfície agrícola do país, o terceiro em cultivo mais importante de área, depois da soja e do milho. Em 2006, a área colhida foi de 6,12 milhões de hectares, para uma área plantada de mais de 7,04 milhões de hectares e produção total de 457,98 milhões de toneladas.
A expectativa é de melhora ainda mais essa performance admite Júlio Ramundo, superintendente da Área Industrial do Banco Nacional de desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
“O banco vem procurando incentivar a implementação de projetos voltados para a inovação tecnológica. O Brasil é reconhecidamente um líder no setor, mas outros países estão investindo fortemente em tecnologia, segunda geração de etanol, e o Brasil não pode perder a vantagem tecnológica que tem hoje”.
Júlio Ramundo lembra que o BNDES considera o apoio à inovação fundamental para a preservação da competitividade brasileira. “Por isso mesmo vem apoiando alguns projetos voltados para a inovação, seja na iniciativa privada, seja em alguns centros de pesquisa existentes no Brasil para o estudo de segunda geração”.
Fonte(s): Agência Brasil
Raio X do solo
Sistema de fertilização, a agricultura de precisão corrige as deficiências do solo, gerando maior produtividade e menor custo de produção
Conhecer o solo, saber do que ele precisa e corrigir as devidas deficiências de nutrientes com bastante agilidade são basicamente as bases da agricultura de precisão. A técnica não é nova. Está em uso no Brasil desde 1988, mas nos últimos anos ganhou alguns incrementos tecnológicos e tem sido mais aplicada nas lavouras – principalmente do norte do Paraná. O objetivo também é simples: maior produtividade, menores custos e impactos ambientais.
Quadriciclos e caminhões equipados com GPS (Global Positioning System, na sigla em inglês), computador de bordo, pneus de alta flutuação que evitam a compactação do solo, hardwares e softwares de última geração são alguns exemplos das ferramentas utilizadas no processo de mapeamento do solo. Segundo o agrônomo e gerente de alta tecnologia e nutrição da Belagrícola, Rodrigo Marques Tramontina, o processo mais moderno da agricultura de precisão tem sido o georreferenciado, com análises de taxas variáveis da área.
O agrônomo explica que a técnica de análise do solo acontece através de um ciclo de etapas. Tudo começa pela amostragem do solo, feita por um quadriciclo que percorre a área preestabelecida, georreferencia a lavoura e monta o perímetro. O espaço é dividido em grids – pequenas glebas – em média com três hectares cada um. De cada grid são retiradas de 10 a 12 subamostras do solo, que definem um ponto amostral. O técnico agrônomo que retira as amostras também realiza a análise de compactação do solo.
Depois dessa etapa, Tramontina conta que é feito um book dessas amostras, uma análise na qual consta toda a malha de amostragem, com mapas de fertilidade e de distribuição de nutrientes. Em seguida um caminhão faz a aplicação através de taxa variável: todas as informações do book são repassadas para um software, que através do aparelho GPS, localiza a área, suas deficiências e a quantidade exata de fertilizantes e insumos que o solo necessita. ‘‘O caminhão faz a aplicação que pode variar a uma distância de seis em seis metros, precisamente calculados’’, enfatiza o gerente de alta tecnologia da Belagrícola.
Tramontina destaca que na amostragem convencional, comumente usada antes do georreferenciamento, são colhidas algumas subamostras (em torno de 12) de solo em toda a área preestabelecida para receber a agricultura de precisão, mas apenas uma amostra – média do que a área precisa em nutrientes – é definida.
Com a aplicação em taxa variável, segundo o agrônomo, o número de amostras aumenta consideravelmente e o agricultor ganha em aumento de produtividade e redução de custos. Ele diz que atualmente apenas quatro empresas atuam com essa modalidade no País. Mas apenas duas trabalham com a filosofia de atender o agricultor do começo ao fim, prestando assistência técnica e oferecendo um histórico do solo. A Belagrícola está entre elas.
Conforme o gerente, desde 1988 cerca de 2,3 milhões de hectares passaram pelo processo de agricultura de precisão no País. Entre 2005 e 2007, a área onde foi aplicado o procedimento, já dentro das técnicas mais modernas, fica próxima de 250 mil hectares. E, desde de 2006, quando entrou na atividade, a empresa já realizou agricultura de precisão em 30 mil hectares, do Norte do Paraná e Sul de São Paulo. ‘‘É uma área muito pequena pelo que se tem a fazer’’, observou.
Fonte: Folha de Londrina
Preço da soja preocupa agricultores
Para se ter idéia de como ainda continua forte a oscilação dos preços da oleaginosa, foram registrados dois dias de mercado em alta, dois dias com mercado misto e um dia com o mercado em forte baixa. Na avaliação do período, os analistas do Imea apontam que a primeira semana do mês de novembro encerrou com saldo negativo acumulado em 15,75 pontos para o contrato março/2009 e -17,25 pontos para o contrato maio/2009.
O Imea lembra que apesar da forte oscilação, as cotações de soja parecem se firmar gradativamente, suportadas especialmente por fatores intrínsecos de oferta e demanda que a cada dia que passa se demonstram mais robustos, suplantados pelos recentes anúncios de redução da produção na safra brasileira e pela ainda contínua manutenção da demanda asiática em portos norte-americanos.
Fonte: Diário de Cuiabá
Previsão do Tempo
Terça-feira
Na terça-feira o tempo fica carregado com pancadas de chuva a qualquer hora, que podem ter forte intensidade, no sul do Espírito Santo, no Rio de Janeiro e no centro-sul de Minas Gerais, no Vale do Paraíba e no norte de São Paulo. No oeste paulista, o sol ainda brilha forte, faz calor e não chove. Nas demais localidades do Sudeste, o sol aparece entre muitas nuvens e chove ao amanhecer e novamente a partir da tarde. A agitação marítima persiste, com ressaca no Rio de Janeiro e no litoral norte paulista
Bolsa de Mercadorias de Uberlândia – BMU
(Cotação diária) –14/11/2008
*Milho - sc. 60 kg disponível – (Preços com INSS excluso)
Uberlândia/Uberaba . . . . . . . . . . . . R$ 17,50.... R$18,00
Capinópolis/Ituiutaba . . . . . . . . . . . .R$ 17,00.... R$17,50
Patrocínio/Patos de Minas . . . . . . . . R$ 18,50.....R$19,00
Paracatu/Unai. . . . . . . . . . . . . . . . . R$ 17,50.... R$18,00
Catalão – GO. . . . . . . . . . . . . . . . . .R$ 15,50.....R$ 16,00
Região de Rio Verde- GO . . . . . . . .. R$ 16,00.....R$ 16,50
Região de Cristalina- GO . . . . . . . .. R$ 15,50.....R$ 16,00
*Soja - sc. 60 Kg disponível - (Preços com INSS excluso)
Uberlândia . . . . . . . . . . . . . . . . . . .R$ s/cotação
*Sorgo - sc 60 kg Disponível
Uberlândia/Uberaba . . . . . . . . . . . s/cotação
*Café arábica - Tipo 06 Duro para melhor
Araguari/ Patrocínio. - Tipo. 06 – 2007/08.................R$ 250,00
Araguari/ Patrocínio. - Tipo. 06 – 2008/09.................R$ 255,00
*Feijão - sc 60 Kg – Triângulo e Alto Paranaíba
Tipo Carioquinha Extra Novo . . . . . . . R$ 90,00....R$ 92,00
Tipo Carioquinha Comercial. . . . . . . . . R$ 81,00...R$ 83,00
Tipo Preto Especial . . . . . . . . . . . . . . R$ 124,00....R$126,00
Tipo Rajado Especial. . . . . . . . . . . . . . R$ s/cotação
Tipo Jalo Especial. . . . . . . . . . . . . . . . . R$ s/cotação
* Arroz Sequeiro – Uberlândia (Preços com ICMS e INSS inclusos)
Mínimo .................................Maximo
Tipo 1 . . . . . . . . . . . . . . . . R$ 55,00.............................R$ 57,00
Tipo 2 . . . . . . . . . . . . . . . . R$ 51,00.............................R$ 53,00
Tipo 3 . . . . . . . . . . . . . . . . R$ 46,00.............................R$ 48,00
Tipo 4 . . . . . . . . . . . . . . . . R$ 42,00.............................R$ 44,00
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